a deusa das musas
penteia suas serpentes
em frente do espelho
de concreto.
Pelo caminho há pedras
que até Drummond poetizou.
Pelo campo
há leito de mármore
onde repousa o poeta
e suas musas
de olhos verdes-escarlates.
Pelo vasto papel
há tinta e veneno
nas palavras
do homem petrificado.
Rogerio Martins em 22.07.91
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