2 de abril de 2008

Iemanjá

Cotidianamente senta-se
à beira-mar
e atira estrelas ao oceano
até entardecer

Ofuscada pelo brilho do luar
atira-se ao mar
como estrela perdida
cansada da beira-mar

Como estrela
cotidianamente retorna com a maré
para os pés juvenis
da garota que a atira de volta ao mar

Rogerio Martins em 14/02/00

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